Unisalesiano recebe vistoria de profissionais do MEC até o final de maio para iniciar aulas do curso de medicina a partir de agosto

O MEC (Ministério da Educação) deve realizar até o final deste mês (maio) visita técnica às instalações do Unisalesiano, em Araçatuba, para liberar o início do primeiro curso de medicina da cidade. A visita in loco é a última etapa do processo de aprovação do projeto pedagógico da universidade para que o vestibular possa ser realizado. As aulas devem começar em agosto deste ano, com 65 vagas em tempo integral.

A instituição afirma estar fazendo todos os investimentos necessários para dar início às aulas, em especial no que se refere a estrutura física, docentes, livros e tecnologia. “Todos estão sendo preparados para o sistema PBL, que é o ensino da medicina a partir dos problemas. O Unisalesiano investiu muito nisso porque é uma exigência do MEC ”, diz o reitor da instituição, padre Luigi Favero.

A universidade foi escolhida pelo MEC, por meio do programa “Mais Médicos”, em 2015, para gerenciar o curso de medicina em Araçatuba. Coordenador do curso, o médico Antônio Henrique Oliveira Poletto, afirma que o Unisalesiano adquiriu ferramentas virtuais e de última geração. “Esses equipamentos colaboram para que os alunos alcancem habilidades e competências por meio da metodologia ativa”, explica.

Dentre as ferramentas já adquiridas pela instituição estão a plataforma multidisciplinar 3D e os bonecos simuladores computadorizados. Segundo a professora Simone Galbiati Terçariol, que atua na área de anatomia da universidade, dos 250 cursos de formação médica no Brasil, 20 instituições – dentre elas o Unisalesiano – utilizam um simulador 3D que complementa o uso de cadáveres em aulas de anatomia e permite fazer dissecações virtuais. “É uma ferramenta de apoio em diversas disciplinas, como anatomia humana e animal, histologia, fisiologia e imaginologia”, afirma.

A plataforma, que custa cerca de R$ 400 mil e possui tecnologia da startup brasileira Csanmek, funciona como uma mesa que exibe modelos tridimensionais altamente detalhados e anatomaticamente corretos de todos os sistemas do corpo humano. A ferramenta de estudo está instalada no Laboratório de Anatomia, com 300 metros quadrados, que passou por readequação para abrigar o curso.

Já os simuladores computadorizados, que custaram ao Unisalesiano aproximadamente R$ 2 milhões, serão acomodados no laboratório de simulação clínica, também com área de 300 metros quadrados. “Os bonecos simulam reações fisiológicas e patológicas, como parada cardíaca, alteração de pressão arterial, choque hipovolêmico e até parto”, diz Poletto.

Além dos bonecos, o laboratório oferece aos alunos salas onde eles irão simular o exame clínico dos pacientes, que são atores, diante de câmeras. “O objetivo é filmar a consulta e depois mostrar ao estudante para ele se avaliar, fazer o debriefing.”

Com isso, Poletto explica que o acadêmico vai aprender habilidades clínicas, postura e valorização da humanização, inicialmente em um ambiente controlado, antes de ir para a rede pública.

PBL

O Aprendizado Baseado em Problemas (Problem-Based Learning – PBL) destaca o uso de um contexto clínico para o aprendizado, promove o desenvolvimento da habilidade de trabalhar em grupo, e também estimula o estudo individual, de acordo com os interesses e o ritmo de cada estudante.

O aprendizado passa a ser centrado no aluno, que sai do papel de receptor passivo, para o de agente e principal responsável pelo seu aprendizado. Os professores que atuam como tutores (ou facilitadores) nos grupos têm a oportunidade de conhecer bem os estudantes e de manter contato com eles durante todo o curso.

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