RISCO DE CONTAMINAÇÃO: Falta de ampolas faz Saúde usar frasco de água para diluir remédios aplicados em pacientes do PS

O Política e Mais recebeu na tarde desta quarta-feira (29), denúncia de um procedimento que, segundo profissionais do Pronto-Socorro Municipal de Araçatuba, no bairro Santana, estaria sendo usado há pelo menos uma semana na unidade e colocando a população que busca atendimento no local em sério risco de contaminação.

Por falta de ampolas com doses corretas para a diluição de medicamentos aplicados nas veias de pacientes, os profissionais teriam recebido a orientação de superiores da unidade, com consentimento do comando da secretaria da Saúde, para que toda medicação intravenosa, que necessite de diluição, que seja diluída diretamente de um litro de água destilada por falta de ampolas com doses corretas.

Profissionais do município que procuraram o Política e Mais afirmam que a medida é proibida pelo Coren (Conselho Regional de Enfermagem), pelo alto risco de contaminação oferecido aos pacientes, uma vez que o frasco e dispositivos usados têm contato com diferentes seringas, o que leva ao risco de a medicação aplicada no paciente ser contaminada.

Não se trata de contaminação decorrente de sangue, pois são materiais descartáveis. O risco está na contaminação do líquido de todo o frasco, uma vez que o mesmo recebe constantes perfurações para a aspiração da água destilada que é usada para diluir o remédio.

A medida começou a ser praticada devido à falta de ampolas pequenas, normalmente com 10 mililitros de água destilada (como as que mostram a foto abaixo). O correto, segundo os profissionais, que toda medicação seja diluída em quantas amplas pequenas forem necessárias, mas nunca diretamente de um litro inteiro de água destilada.

O Política e Mais enviou questionamento à administração municipal sobre o fato e aguarda resposta. Conforme mostra a imagem recebida pelo site, o caso deve ser apurado não só pela administração municipal, mas também pelo Ministério Público e por órgãos ligados à Saúde, como o próprio Coren.

Diante da gravidade dos fatos, o município tem por obrigação explicar o que está acontecendo. Quem autorizou tal procedimento? Com base em quais conhecimentos e técnicos? Quem se responsabiliza caso algum paciente seja contaminado pelo uso indevido do procedimento.

Com a palavra, o governo DILAFLOR, este que governa Araçatuba desde 1º de janeiro e que é formado pelo cimenteiro Dilador Borges (PSDB) e pela defensora dos direitos humanos, Edna Flor (PPS).

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