Reajuste salarial anunciado por Dilador não agrada e Sisema vai convocar servidores para assembleia na próxima quinta-feira

A diretoria do Sisema (Sindicato dos Servidores Municipais de Araçatuba) não ficou nenhum pouco satisfeita com a forma como o prefeito Dilador Borges (PSDB) e seu grupo político anunciaram, no último sábado (29), o reajuste dos trabalhadores da Prefeitura, no montante de 6,60% dividido em duas vezes.

Para o Sisema, a administração municipal não respeitou a proposta de criação de uma comissão permanente para discussão do percentual de reajuste e a forma como ele seria concedido aos trabalhadores. O sindicato realizará uma assembleia na próxima quinta-feira (04), para discutir com a categoria o percentual anunciado e, principalmente, o parcelamento do benefício.

“No sábado, eu estava em São Paulo e o prefeito me ligou dizendo que anunciaria naquela manhã o reajuste dos trabalhadores. Entendo que não é assim que as coisas se resolvem. A categoria tem uma representação que foi ignorada na discussão e definição do percentual”, afirma o presidente do Sisema, o vereador Denilson Pichitelli.

De acordo com ele, dias antes, o Sisema havia procurado a administração municipal para estabelecer a comissão permanente de discussão. No entanto, o governo atropelou esse procedimento e fez um anúncio que, para o sindicato, representa retrocesso. “Esse parcelamento nos remete ao governo da ex-prefeita Germínia Venturolli. Os trabalhadores municipais tem uma entidade representativa, tanto que que no passado, a hoje vice-prefeita Edna Flor (PPS), assinou pela sua constituição. Daí, agora, no poder, parece que as coisas perdem valores e respeito”.

Pichitelli diz não concordar com a forma como a Prefeitura fez o anúncio e que debaterá isso com os servidores e também com vereadores, uma vez que o reajuste salarial terá de passar por aprovação da Câmara de Araçatuba.

COMO FICA

Pela proposta apresentada, os servidores terão os salários reajustados pouco acima da inflação acumulada no ano de 2016 conforme o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que registrou de 6,54%.

A administração vai oferecer aos servidores reajuste de 6,60%, sendo 3,25% a partir desta segunda-feira (1º), mas a ser pago no próximo salário, e a segunda parcela ficará para 1º de outubro. Para atender, segundo o governo, trabalhadores que têm os menores salários, a administração municipal não vai pagar, a ninguém, menos que o salário mínimo paulista, que é R$ 1.076,20. O vale-alimentação também terá reajuste. Passará dos atuais R$ 250 para R$ 270.

Em nota distribuída à imprensa, Dilador afirmou que tem “consciência” de que os salários dos servidores estão defasados devido à falta de reposição nos anos anteriores. Em 2015, por exemplo, a Prefeitura não fez o reajuste de 11% da inflação da época.

“Ele diz reconhecer que tem correção em atraso mas já disse ao sindicato que vai conceder reajustes pertinentes a seu governo. Entendemos que, já que está parcelando a correção, ele poderia inicialmente conceder o que está atrasado, correspondente a 2015, e vir na sequência com este anúncio que acaba de fazer. Mas não, fez um anúncio de uma forma um tanto quanto desrespeitosa para com o Sisema, que trabalha pela categoria muito antes de o atual prefeito chegar ao cargo onde está”, diz Pichitelli.

Para o sindicalista, as boas intenções da administração municipal até pode agradar a parte dos araçatubenses, mas em se tratando de servidores, há, no decorrer das últimas décadas, um desrespeito grande no que diz respeito a valorização profissional. “Todo prefeito só quer saber de fazer aquilo que está dentro do seu mandato. Mas não é por aí. O prefeito passa, seja após um ou dois mandatos, mas os servidores continuam é a cidade depende deles para atender às necessidades da população”, afirma.

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