Dilador avisa Sisema que não dará reajuste atrasado de outros gestores; proposta de mínimo paulista é enviada à Câmara

O prefeito Dilador Borges (PSDB) já avisou ao Sisema (Sindicato dos Servidores Municipais de Araçatuba), que não vai dar reposições salariais que estiverem em atraso. Vai apenas conceder o que corresponder às obrigações que estiverem dentro do seu mandato como gestor. Sendo assim, os trabalhadores não precisam ficar na expectativa de ter correção correspondente ao ano de 2015, não concedida pelo ex-prefeito Cido Sério (PT).

De acordo com o presidente do Sisema, o vereador Denilson Pichitelli, a administração municipal começa com discurso idêntico ao adotado pelo governo passado, que também não concedeu percentual atrasado desde a gestão do falecido prefeito Jorge Maluly Netto (já falecido). O atual prefeito também não fala qual índice fixador que usará para elaborar a correção salarial dos trabalhadores municipais.

Se adotar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) a correção ficará, caso não seja agregado nenhum aumento real, na casa dos 6,29%. Já se usar como base o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o benefício único pode chegar a 6,54%.

Em conversa com o Política e Mais, Pichitelli disse que nesta semana deverá ser elaborado decreto para a formação da comissão permanente de negociação que irá definir, durante o mês de maio, quanto os servidores municipais terão de reajuste. A notícia, pra variar, não deverá ser dada em 1º de maio, data base da categoria. Como nos últimos anos, deverá ser empurrada para o decorrer do próximo mês, mas ainda com a possibilidade de as alterações nos vencimentos serem percebidas já no pagamento do início de junho.

“Essa questão do administrador municipal ignorar o que se tem em atraso não contribui em nada para ele próprio em pelo menos dois aspectos. O primeiro é o político e o segundo é o de relacionamento direto com os servidores, que já vêm descontentes com o que não foi reajustado no passado, mas com a expectativa de que a nova gestão corrija erros de outros administradores. Não acontecendo isso, a categoria volta a perder esperanças de valorização”, destaca Pichitelli.

MÍNIMO PAULISTA

Na sessão desta segunda-feira (24), foi lido na Câmara projeto de lei de autoria do atual prefeito que estabelece no município a adoção do salário mínimo paulista como o menor piso pago pela Prefeitura. Isso significa que o menor salário a ser pago pelo município será de R$ 1.076,20 e não mais R$ 937,00 que corresponde ao menor vencimento nacional.

“Essa é uma proposta que vai beneficiar, acreditamos nós, do Sisema, de 350 a 400 trabalhadores. Foi uma promessa de campanha do atual prefeito, mas que, no nosso entendimento, quando for concedida a correção salarial, vai se equiparar praticamente ao que já é praticado. Não deixa de ser um feito positivo para os trabalhadores que ganham os menores salários. Mas no entendimento do sindicato, a valorização da categoria ainda não se dá de forma completa”, avalia Pichitelli.

O projeto que estabelece o mínimo paulista na folha de pagamentos da Prefeitura de Araçatuba deve ser colocada em votação nas próxima sessões da Câmara. Já a correção salarial com base na inflação ainda não tem uma previsão.

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