Araçatuba ‘Desvirada’: gestão DILAFLOR descarta evento cultural

Um dos raros eventos de expressão realizados na cidade, a Virada Cultural Paulista, um projeto do governo do Estado de São Paulo, passará longe de Araçatuba este ano. A justificativa da Prefeitura é de que o município não tem dinheiro para custear o evento, tendo em vista que, em 2016, a Prefeitura teve que desembolsar R$ 229.402,00 com o custeio do evento.

É uma notícia ruim para a cidade, em especial para araçatubenses que tinham, na Virada Cultural, a possibilidade de assistir a apresentações de artistas e músicos renomados. O governo DILAFLOR não vai permitir que população tenha este ano interação com a cultura nacional de graça. O argumento é de que os recursos que seriam gastos com a atividade criada por gestores do partido do prefeito Dilador Borges, o PSDB, vão para melhorias em espaços culturais da cidade e apresentação de artistas locais em bairros.

O custeio da Virada Cultural em Araçatuba, para a gestão tucana, que tem como secretária de Cultura a vereadora licenciada Tieza, também do PSDB, é considerado elevado mesmo tendo a pasta um orçamento de R$ 6.766.070,66 para o exercício de 2017. Uma pena, pois os araçatubenses não querem, desse governo que aí está, apenas “comida”, como tantas vezes cantaram os Titãs. Os araçatubenses querem comida, sim, mas também diversão e arte.

LEIA AS JUSTIFICATIVAS DA PREFEITURA:

A Prefeitura Municipal de Araçatuba comunica que este ano não irá receber a Virada Cultural Paulista. O gasto com equipamentos de som, iluminação, tendas, banheiros químicos e toalhamentos realizado em 2016 foi de R$ 229.402,00.

A Prefeitura e Secretaria de Cultura consideram que o custo para realização desse evento é muito alto, tendo em vista as dificuldades econômicas da Prefeitura e do país. Há outras demandas que precisam ser atendidas e várias ações importantes a serem executadas pela pasta, entre elas as melhorias nos espaços culturais que estão com estrutura precária, precisando reformas e reparos. Os problemas no prédio do Museu Mal. Rondon, o teatro Paulo Alcides Jorge e a Biblioteca Municipal são alguns exemplos.

A Virada consumiria muito mais do que a Secretaria de Cultura tem em orçamento. A Secretaria também tem sido requisitada para eventos de menor porte nos bairros e ainda a valorização dos artistas locais, o que seria impossível com o investimento para realização da Virada. Lamentamos demais ter que tomar a decisão e estaremos nos preparando para uma grande Virada em 2018.

Gostaríamos de destacar que outras cidades de grande porte também desistiram de receber a Virada em 2017. Entre elas: Jundiaí, Presidente Prudente, São José dos Campos, Campinas entre outras.

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